Nossas ações

Dentre as muitas coisas que o último filme citado me fez pensar, uma delas é sobre sofrimento e nossas ações. Quando tomamos alguma decisão em momento de raiva, de sofrimento, de dor somos levados por esses sentimentos.

Nesses momentos sempre é preciso tomar algumas decisões, mas nos precipitamos. Não paramos nem um segundo para pensar e nos deixamos levar pelo momento e sentimentos. Precisamos buscar a razão nessas horas, por mais difícil que seja.

Um ato errado só aumentará a dor, agonia e qualquer outro sentimento que tenhamos. Assim como em O Magnata, a menina fez uma coisa por impulso, movida pela raiva e pela dor, ela só fez com que a dor fosse maior depois, pois suas ações não fariam o tempo voltar, as coisas mudarem e sua dor sumir.

O mais difícil talvez seja encontrar esse fio de razão em momentos como esse. É complicado ter mansidão quando tudo a nossa volta é um mar em fúria. Pelo menos, devemos aprender a nos segurar e deixar para fazer qualquer coisa quando a pior dor e o maior transtorno tiver passado, ou melhor, diminuído, pois certas dores nunca somem.

Danseuse

Estava pensando hoje e me lembrei que não contei o porquê do danseuse.

La petite-fille danseuse é algo como A Menina Bailarina, em francês.

Bailarina porque sempre sonhei em fazer balé. Mas na minha cidade não tinha isso quando era criança. Aí, cresci. Ainda acho lindo o balé. Só não dá pra fazer, né. Horas e horas de dança, treinamento, sofrimento e dor, tudo em busca da perfeição. O máximo que conseguiria seria olhares de desconfiança e descrença.

O menina é porque, talvez, ainda, não tenha deixado de ser criança. Ainda não quero encarar a vida de frente, com todo sofrimento e sua dureza. Não quero me preocupar com tantas coisas. Quero viver a vida como se tudo não passasse de uma brincadeira de criança. 

No fim, acho que se combinam. Ser menina. Ser bailarina.  Menina e bailarina.