weekend movies

Depois de um longo tempo sem ir ao cinema e sem nenhum filme muito interessante para ver, esta semana consegui achar três no Cinemark. Os outros cines ainda não olhei.

As duas faces da lei com Al Pacino e Robert De Niro parece muito bom, dá pra ver só de ser com ótimos atores.

Noites de Tormenta com Richard Gere e Diane Lane é um dramazinho básico. Sei lá, combina com um sábado chuvoso!

Busca Implacável é com Liam Neeson. É o que mais quero ver. Aborda um tema atual como prostituição internacional. Parece bom e ainda tem aquele história que o antigo espião tem que lutar contra os novos bandidos.

Tudo branco.

Estava esperando para ver o filme. Na verdade, queria ter lido o livro antes. Fiquei meio travada para ler Saramago desde que comecei Memorial do Convento. Comecei umas quatro vezes, sempre tendo que voltar para saber o que tinha lido antes. Ah, mas deixa isso pra depois. O fato é que não li o livro e fui ver o filme. Estou há alguns dias querendo escrever sobre ele e nunca o fazia.

Já que faltava o que escrever, lembrei do filme. Não sei como é o livro, mas pelo que conheço dos livros de Saramago, as entrelinhas do filme deixa muito a desejar. É lógico que você percebe de cara a teoria da história, mas nada muito explícito ou profundo.

O filme é muito bem feito, para mim, seria excelente se não sentisse essa falta de aprofundamento. Algumas cenas são extremamente chocantes, e acho que o filme contém a maior cena preta do cinema mundial. Nunca tinha visto nada igual, e que demorasse tanto tempo. Ao mesmo tempo que seu objetivo e cena de fundo fossem tão chocantes e dramáticos.

No fim achei tanto desnecessários quanto paradoxal. Paradoxal por contrapor pela visão branca. A superficialidade me levou a pensar milhares de siginifacados para cada elemento. Acredito que seja por meu excessivo criticismo que penso assim. Talvez essa tenha sido a idéia central, a falta de alguma coisa me faz pensar várias vezes na própria falta.

Uma das coisas a pensar é que a história desacredita o velho ditado popular. “Em terra de cegos, quem tem um olho é rei”. O personagem da Julianne Moore está mais para escrava que para qualquer outra coisa…

Pior é ver na telona e depois pensar em como nos degradaríamos tendo uma vida diferente. Perder uma coisa repentinamente e sem explicação aguça os sentidos de sobrevivência, transparecendo muitas vezes o que de pior há no ser humano. É triste, mas várias vezes  já comprovamos o fato, mesmo sem estarmos na brancura.

O assunto é longo. O melhor é para por aqui e continuar quando eu terminar de ler o livro.

Não deixa de ser um bom programa ir ao cinema para assisti-lo. Ainda mais com a presença de Gael Garcia.


acréscimos

Tenho que acrescentar sobre o post anterior:

O filme é muito bom, tem drama, romance e comédia ( ri muito mesmo), tipo de comédia não escrachada, sutil.

Roteiro bem original, para o meu gosto. A história é diferente dos romances normais, só pra começar, o marido da mulher morre…

Os homens são bonitos. As coisas dão mais certo para os amigos que para a personagem principal.

Só nos Estados Unidos para uma mulher carregar uma urna para todo canto…

xoxo

P.S.

P.S., Eu te amoP.S. eu te amoOntem não pude escrever porque fiquei o dia todo fora. Fui assistir P.S. Eu te amo. Fui com vontade rir. Acabei com minha prima do lado chorando sem parar (AEhh Niki!!!).

O filme é legal. Gostei particularmente do final. Para um romance, daqueles que você passa o filme inteiro imaginando o final, o fim foi diferente do que esperava, embora tenha passado pela minha cabeça também.

O certo é que terei que ver o filme novamente, quando sair em dvd, é lógico. No meio do filme, me perdi um pouco. Não por causa do filme, mas porque estava passando mal.

Vamos a história do filme então.

Têm um cara (bonito) e uma mulher. O cara morre. A mulher fica semanas chorando e sem tomar banho. Então, chega o aniversário dela. O cara resolve mandar cartas. E por elas, ela deveria seguiar por um tempo. Assim passam as quatro estações, ela ainda o vê em sua casa, ainda sente sua presença e ainda chora.

No meio  desse ano, aparecem dois homens em sua vida. Um charmoso e o outro estonteante(ahhhhhhhhh, sem fôlego). Ah! Tem também uma paisagem maravilhosa da Irlanda, que é mostrada em duas (três) viagens que ela faz para encontrar e reecontrar com ela mesma, que com seu amor.

Se, ao menos , eu pudesse buscar um homem daqueles na Irlanda…

xoxo

Nossas ações

Dentre as muitas coisas que o último filme citado me fez pensar, uma delas é sobre sofrimento e nossas ações. Quando tomamos alguma decisão em momento de raiva, de sofrimento, de dor somos levados por esses sentimentos.

Nesses momentos sempre é preciso tomar algumas decisões, mas nos precipitamos. Não paramos nem um segundo para pensar e nos deixamos levar pelo momento e sentimentos. Precisamos buscar a razão nessas horas, por mais difícil que seja.

Um ato errado só aumentará a dor, agonia e qualquer outro sentimento que tenhamos. Assim como em O Magnata, a menina fez uma coisa por impulso, movida pela raiva e pela dor, ela só fez com que a dor fosse maior depois, pois suas ações não fariam o tempo voltar, as coisas mudarem e sua dor sumir.

O mais difícil talvez seja encontrar esse fio de razão em momentos como esse. É complicado ter mansidão quando tudo a nossa volta é um mar em fúria. Pelo menos, devemos aprender a nos segurar e deixar para fazer qualquer coisa quando a pior dor e o maior transtorno tiver passado, ou melhor, diminuído, pois certas dores nunca somem.