Cuidado…

Quando era criança e vim passear uma vez em Vitória, meu tio me contou uma história sobre um homem que tinha perdido um braço enquanto andava de carro com o braço para fora.

Na época, mesmo não acreditando tanto na história, fiquei com medo para sempre e aprendi a nunca colocar o braço para fora. Esta semana, meu medo voltou. Acho que muitos começaram a partilhar meu medo.

Na segunda-feira, um homem teve o braço amputado depois de passar por um acidente em um ônibus. As histórias divergem, ninguém sabe dizer se o homem realmente estava com o braço para fora, ou conforme ele diz, estava só apoiado na janela.

O fato é que de agora para frente vou tomar muito mais cuidado. Nada mais de escorar na janela. Nem mesmo deixar a mão pousada na mesma. Antes remediar do que dar a chance de algo acontecer enquanto estou no ônibus, visto a velocidade que alguns motoristas estão andando ultimamente.

xoxo

Ciranda da Bailarina

Esta é música do post mais visitado no blog, se é que pode-se falar isso. Chico Buarque é ótimo. Edu Lobo também. Só que eu tenho meus motivos para achar o Chico Buarque, bom, você, com certeza tem os seus…

Só a bailarina que não tem

Ciranda da Bailarina

Chico Buarque

Composição: Edu Lobo / Chico Buarque

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem

Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem

Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem

O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem

Procurando bem
Todo mundo tem…

O por quê!

Faz algum tempo que não escrevo. Quando adolescente escrevia sempre. Sempre me sentia afastada do mundo, se é que posso dizer assim. Escrever fazia me sentir viva, conectada com o mundo e com as pessoas, mesmo que não fosse pra elas nunca saberem o que estava no papel.

Pensando com meus botões outro dia me deu vontade de escrever.

Veio, então, meu maior companheiro de devaneio. O Medo. Sempre escrevia escondido e assim mantinha qualquer pensamento transcrito pro papel. O tempo passou, deixei de escrever porque era mais fácil. Mas com a internet, posso fazer diferente. Mesmo que ninguém leia. Decidi escrever, isso me faz bem (É o segundo post e já fez seus efeitos).

O medo me impede de fazer várias coisas, a maioria que eu realmente gostaria muito de fazer. A decisão de escrever aqui e de certa maneira deixar acessível a qualquer pessoa, dá um frio na barriga, mas compensa. Saber que estou indo contra meu maior medo: mostrar meu interior pras pessoas.

Espero escrever bastante. E lá no fundo, espero que você aí descubra esse blog e leia. Pode ser que ajude a se abrir. Ou até mesmo, pode ser que tenhamos o mesmo problema: medo.