Todo começo de ano, todos nós ficamos cheios daquelas promessas de fim de ano. Pensamos realmente que a mudança de um número fará com que mudemos. Muitas pessoas prometem incríveis mudanças de personalidades, só não percebem isso.
Mas, por quê temos tanta necessidade de mudar? e por quê só percebemos isso quando chega a mudança de ano?
Essas são perguntas que não sei responder. Provavelmente ninguém saiba. Só fiz uma promessa de ano novo em 2008. E não tem a ver com personalidade, mas com deixar de preguiça. E a fiz de brincadeira, comigo e com uma amiga. Faz mais de ano que ela casou e ainda não conheço a casa dela. Então, prometi ir à casa dela, talvez assim eu nunca vá mesmo. Esse é o medo dela…principalmente com a promessa feita…
Bem, continuando…
Eu desisti de prometer coisas extraordinárias, como: fazer exercícios físicos, fazer dieta de verdade, estudar na faculdade, e outras coisitas mais. Para mim, não passavam de promessas vazias. Coisas que fazemos porque no momento todos estão fazendo a mesma coisa.
É aquela velha história de seguir com a maré. Fazia muito isso, mas nunca me dava muito bem.
Fazia o que meus amigos faziam, mas nunca me sentia bem e fazendo parte do universo deles. Sempre estava caminhando ao lado deles, porém, à margem de tudo que viviam. Pior, à margem do que eles acreditavam.
Comecei a me isolar e as promessas se foram, não faziam mais sentido. Sabia que não as cumpriria. Passei a dar mais valor ao que conheço de mim, e não ao que as pessoas esperam.
Afinal, não é um número que vai mudar minha personalidade e me fazer, de repente, realizar tudo aquilo que imagina perfeito para uma vida feliz.
Acredito que ao fazermos essas promessas enganamos a nós mesmos. Criamos uma ficção de que em algum momento as cumpriremos, e ainda, em alguma hora, nos adequaremos ao padrão de felicidade que estamos sempre buscando.
Perdemos a chance do momento que vivemos.
Talvez esteja errada. Sei lá. Pode ser que alguém realmente aproveitou os últimos momentos do ano passado e mudou alguma coisa em si, e cumprirá suas promessas. Talvez elas sejam o que a impulsiona a mudar. No entanto, não acredito muito nisso. Estamos sempre mudando independente do ano. Até mesmo, independente da nossa vontade.
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Resolvi filosofar um pouco, estou meio nostálgica, ou sei lá o que é isso.
Um pouco do que quis dizer e talvez não tenha sido muito clara, está no próximo vídeo. Desconsidere a imagem, a idéia está na música.