Perdida no tempo

Há um longo tempo atrás, eu escrevia neste blog quase diariamente. Há um longo tempo atrás, meu computador funcionava. Há alguns dias, me lembrei de entrar no blog no estágio e pegar uns minutos para exercitar meus dedos e meu cérebro.

Tenho várias coisas para escrever a respeito, mas falta o tempo. Preencho todo o tempo do estágio, buscando coisas úteis para fazer aqui. Acabo não fazendo muitas e não escrevendo aqui. Que pena!

Minhas histórias têm melhorado. Ao menos, consigo vislumbrá-las melhor e mais de perto agora. Algumas têm vários finais já. Será difícil decidir o melhor.

O melhor seria, na verdade, aquele em que meu computador se restabeleceria como novo e toda a face da Terra se regozijava.

Para acabar com o blábláblá, ainda esta semana eu volto, e tento contornar o tempo por mais alguns minutos.

xoxo

isn’t weird…isn’t strange…

Na semana passada, comecei a me dar conta de como o tempo passa rápido. O que me fez perceber disso além da idade?? Uma das minhas amigas queridas chegou de sua longa viagem nessa semana e trouxe meu cd Middle of Nowhere Acoustic. Nele, o Hanson comemora dez anos do lançamento do Middle of Nowhere. Num momento de explicação do show, em que o cd foi    gravado, o Taylor fala em como se passaram dez anos. Assim como ele, já tenho 24 anos (bem, ele tinha até ontem ou hoje, não lembro mais) e pensar q em dez anos tantas coisas aconteceram e ao mesmo tempo, quase nada mudou.

Ainda estou estudando, o mundo continua um caos. Um caos que tem funcionado, mas tudo bem. Ainda sou sustentada pelos meus pais, essa é a pior parte…

Da mesma forma que dá uma certa segurança ainda ter essa vida, é assustador ver quanto tempo se passou e lembrar de tudo que aconteceu. Têm certas partes da adolescência que se pudesse apagava do meu livro, da memória e do que mais houvesse.

Que momento mais nostálgico… Acredito que venho pensando nos últimos anos porque está chegando a formatura. É mais um fim de um ciclo. Deve fazer bem pensar nos outros, pois sempre acabamos fazendo isso. Não sei se melhora alguma coisa, ou nos faz pessoas melhores. Alguma diferença deve fazer, mas com o tempo, assim que passarmos um pouco o novo fim, e conseguirmos analisar a situação.

Estou filosofando demais…

Mesmo estando tantos anos mais velha, com algumas mudanças aqui e outras ali, algumas coisas do mesmo jeito, é bom estar em outro lugar, no fim de outra fase da vida. De tudo que vivi, acho que uma das melhores coisas é que continuo com os amigos de antes, e com novos amigos, que são como irmãos. E o melhor disso é que não sofri para tê-los, Deus os trouxe para minha vida.

E ainda, consegui fazer aqueles amigos que você sabe que haja o que houver, eles estarão lá, mesmo em outro ciclo, mesmo em outro lugar.

Assim como a música do Hanson. A letra é a mesma, os acordes também, mas, no entanto, o som é diferentes. Além de se saber mais de música, as canções passam a ter significados diferentes, pois já não somos os mesmos, ainda que guardemos a mesma essência de antes.

O que me intriga é, depois de tanto tempo ter passado, algumas esperanças serem  as mesmas, alguns sentimentos continuarem confusos e o futuro tão incerto como antes, porém, sem os sonhos espetaculares de dez anos atrás.

Só daqui a dez anos, acredito, que estarei pronta para saber por que algumas coisas continuam as mesmas.

O fato é que o tempo passa rápido, quando chegamos no fim de outro ciclo e tudo que pode dizer é que “at an mmmbop they’re gone”…

Nossas ações

Dentre as muitas coisas que o último filme citado me fez pensar, uma delas é sobre sofrimento e nossas ações. Quando tomamos alguma decisão em momento de raiva, de sofrimento, de dor somos levados por esses sentimentos.

Nesses momentos sempre é preciso tomar algumas decisões, mas nos precipitamos. Não paramos nem um segundo para pensar e nos deixamos levar pelo momento e sentimentos. Precisamos buscar a razão nessas horas, por mais difícil que seja.

Um ato errado só aumentará a dor, agonia e qualquer outro sentimento que tenhamos. Assim como em O Magnata, a menina fez uma coisa por impulso, movida pela raiva e pela dor, ela só fez com que a dor fosse maior depois, pois suas ações não fariam o tempo voltar, as coisas mudarem e sua dor sumir.

O mais difícil talvez seja encontrar esse fio de razão em momentos como esse. É complicado ter mansidão quando tudo a nossa volta é um mar em fúria. Pelo menos, devemos aprender a nos segurar e deixar para fazer qualquer coisa quando a pior dor e o maior transtorno tiver passado, ou melhor, diminuído, pois certas dores nunca somem.

Expectativas

Estava pensando sobre o que escrever hoje. Pensei, pensei, achei um tema interessante. A página ficou tanto tempo aberta, e eu lendo Harry Potter e as Relíquias da Morte, que acabei esquecendo.
Acho que iria escrever sobre expectativas. Bem, seria ou não, vai acabar sendo! ( que linguagem péssima, mas tudo bem).

Expectativas!!!

Todo mundo as  têm! Eu tenho tantas que elas me deixam doente. De verdade! Meu organismo criou uma doença para servir de vávula de escape. Mas esse não é o assunto.

Estamos sempre esperando algo acontecer. A maioria das vezes, isso cria uma ansiedade tão grande que nada mais faz sentido, as coisas perdem importância. Nos cegamos a ponto de deixar isso acontecer e continuar. 

O que devemos fazer no lugar disso, eu realmente não sei. Na verdade, estou encontrando meu jeito. Mas pode ser que ele não funcione para todos. Não para aqueles que não partilham da mesma fé que eu.

Fico pensando, às vezes como sempre me preocupei antes da hora. Quanto sofrimento passei   e tempo perdi por esperar demais de coisas que não estavam ao meu controle.

De outro lado, sinto que se não passasse por todas as coisas que passei, ou que pensei ou me fiz passar, talvez, não seria quem eu sou, ou, ao menos, não teria consciência da minha ansiedade.

Por isso, talvez, que tenha postado sobre um livro da Jane Austen. Persuasão me mostrou de outro ponto como é esperar. Nesse caso, esperar pelo “Príncipe Encantado”, na época, o marido perfeito.

Hoje, esperamos pela faculdade, por um estágio, um emprego, um namorado, ou namorada, e por aí vai. Nem percebemos que se deixarmos por conta do tempo e aproveitarmos o presente seremos mais felizes. Viveremos plenamente o que acontece agora. Não pela metade o presente e o futuro.

Temos que viver como crianças que aproveitam todo o tempo disponível para serem felizes. Como uma bailarina no palco que não pode perder um segundo a concentração e nem a presença no palco para se mostrar e curtir o momento com toda sua glória.