Vida adulta

Faltam três meses para minha formatura. Já tiramos fotos para o convite. Já estamos olhando as roupas para a festa. O mais importante e assustador, porém, pareço postergar. Acredito que não só eu.

A vida parece sempre tão complicada e tudo tão distante de nós mesmos quando pensamos no futuro. Ainda não me vejo como adulta, não consigo acostumar com o fato de que em poucos meses deverei ser responsável por todas minhas contas, além das minhas decisões.

Em alguns momentos pode até parecer medo. Que vergonha haveria se fosse medo? O desconhecido futuro sempre provoca um friozinho na barriga. Pior que se tornar completamente responsável pelos vários aspectos da vida é decidir qual caminho tomar. Há muitas possibilidades, nem todas as portas  se abrem. Será realmente correto entrar na primeira que aparece?

Como podemos ver, as dúvidas são várias. Não é apenas a dúvida: Como vou pagar minhas contas daqui a três meses?

Uma coisa é mais que certa. A partir do momento que seguramos aquele canudo vazio nas mãos e olhamos para nossa família veremos que não tem como fugir da vida adulta. Ela nos pegou de jeito e nos fará amadurecer de qualquer maneira.

Seja qual for o caminho que trilharmos, sempre teremos dificuldades e empecilhos. Seria muita ingenuidade nossa pensar que por fazer o que mais gostamos, não teremos perrengues.

Outra coisa que falava com uma amiga sobre  a vida adulta é que não importa onde estivermos, os problemas de convivência da faculdade não serão mais nada. E daqui para frente, deveremos enfrentar tais problemas no ambiente de trabalho de forma diferente, pois não terá como fugir e conviver com outros colegas. Mesmo que seja necessário passar por cima de nosso próprio orgulho, será importante aprendermos a admitir que estamos errados, nem que seja só por estarmos tendo problemas.

É, essa vida adulta já começa a me preparar para vivê-la. Seja onde for, em que emprego for, com quem for.

xoxo

 

Procurando poemas

Um outro dia, estava pensando em como os poemas sumiram de minha vida. Sempre escrevia.Qualquer coisa que acontecia, lá estava eu escrevendo mais um poema.

Está certo que não eram grandes coisas. No entanto, faz bem para a alma escrever poemas. Trazer poesia à vida, dá um certo ânimo ao coração.

Então, me dei conta que faz tanto tempo que não escrevo, e nem leio, um poema que não conseguiria escrever nada. Veio, portanto, a necessidade de poesia em minha vida.

Penso que de vários jeitos agora e formas…

xoxo

Muito tempo depois…

Já faz quase uma semana que não escrevo. Bem, a explicação é simples: final de período na universidade. Estava um pouco tenso. Agora só falta uma matéria, mas parece que o professor sumiu, assim como nossas fontes para terminar a matéria.

Algumas coisas aconteceram esta semana. Nada muito especial. Mais uma entrevista para estágio, mas acho que dei as respostas erradas, porque ninguém me ligou de volta ainda. Ainda bem que tenho um para começar em janeiro.

A melhor de todas as coisas foi que pensando na vida, percebi que quero mesmo é escrever. Resolvi colocar no papel (ou melhor, no word) as minhas idéias malucas, minhas histórias mal-acabadas. O pior é que desde que resolvi isso, não consegui parar e escrever direito. No entanto, as idéias continuam por aqui, perdidas na minha mente.

Outra boa coisa é que finalmente percebi que estamos perto do Natal e, então do meu aniversário também. Ainda estou entrando no clima de natal. Minha cabeça está a mil, pensando o que darei para minha sobrinha, tem que ser algo especial (sempre tem que ser!). O que acho que contribuirá para eu entrar nesse clima, é que essa é a única época em que posso escutar meu cd de Natal do Hanson sem parecer uma louca fanática (coisa que definitivamente não sou). O cd é Snowed In, e para mim, é o melhor álbum deles, bem rock, com músicas das antigas.

Bem, este é só um update para o blog. O próximo post será mais profundo(kkkkk).

xoxo

Danseuse

Estava pensando hoje e me lembrei que não contei o porquê do danseuse.

La petite-fille danseuse é algo como A Menina Bailarina, em francês.

Bailarina porque sempre sonhei em fazer balé. Mas na minha cidade não tinha isso quando era criança. Aí, cresci. Ainda acho lindo o balé. Só não dá pra fazer, né. Horas e horas de dança, treinamento, sofrimento e dor, tudo em busca da perfeição. O máximo que conseguiria seria olhares de desconfiança e descrença.

O menina é porque, talvez, ainda, não tenha deixado de ser criança. Ainda não quero encarar a vida de frente, com todo sofrimento e sua dureza. Não quero me preocupar com tantas coisas. Quero viver a vida como se tudo não passasse de uma brincadeira de criança. 

No fim, acho que se combinam. Ser menina. Ser bailarina.  Menina e bailarina.